segunda-feira, 24 de março de 2008


ENTRE O CAOS, O SANGUE E O DESEJO


Trampo legal esse o meu dentro dos hospitais, Imunohematolouco com o sangue das pessoas! No meio dos tubos, na bancada do laboratório é que me sinto importante. Mas importante mesmo, me sinto, quando me chamam de Doutor nos corredores do hospital. Meu peito incha, pareço um bestão de orgulhoso. Mas, na hora de tomar as desições. Aquelas que salvam (ou não) ha vida de alguém. Eu vou ao banheiro. Por muitas vezes vou ao banheiro lavar minhas mãos limpar a culpa. "O convênio GLÓSA” meu rapaz.. "Num tem! Precisa chegar...” Que?...Fulano... Ainda nem veio “E, quando chego lá, no banheiro, encontro um monte de médicos residentes, fugindo de suas decisões... I a hora José! - O-h m-e-u-P-ai-! - Oque você falou, Pai, Ricardo... -Calma, foi força do hábito... uma questão de condicionamento que estou tentando resolver... Continuando... Quando não estão lá... Estão desfilando pelos corredores dos hospitais públicos... Que se transformou em uma grande passarela. Doentes terminais e politraumas estão na primeira fila, diabéticos e doenças menos fashion, logo depois... Os médicos se juntam às enfermeiras (deuses e santos (a) e desfilam suas roupas branquinhas, e sua saúde. Fazendo contraste com os enfermos, esses, morrem de inveja. Da sua saúde, e da sua roupa branquinha... E quando param um médico mais velho nos corredores derepente... - Calma! Meu senhor, explique devagar... Mas sua linquangem corporal diz:” Não toca em mim seu doente filho da puta!.. Não quero que me passe sua sujeira, tão pouco sua doença! Mas eu ainda tô aqui, trabalhando, ao lado de uma "ex- amiguinha" que me explica atenciosamente, toda a rotina. Enquanto eu só conseguia ver a cara dela, quando subia e descia em cima de mim. - Os exames WYZ... São registrados na ZYT... As unidades nas WRT... - Claro!(tirar a sua roupa agora?) - Quem?!.. - Nada continua... - A 90 XWZ é no registro Y-magnum X. - Sim...(ali, agora.) - Disse alguma coisa? - Que horas que a gente sai...


AHH...NESSES HOSPITAIS PÚBLICOS!!??///***...


ARTE : DÉ GONÇALES ( OBSERVATÓRIO SKARLATH )

quinta-feira, 13 de março de 2008

Anti-Cristo

Anti-Cristo, anti-satãn, anti- qualquer porra dessas...
Queima Jesus, queima!
Queima Jesus, todos os seus subalternos, e até seu chefe superior.
Templos, igrejas, casas de umbanda, quibanda, quem precisa disso!
Catolicismo, protestante. Monoteistas, politeistas.
Não acredito em Deuses, acredito em pessoas.
Já estou cheio de mentiras.

Vivemos num pesqueiro.

Um dia de pesca

Hoje acordei bem cedo sabem... É dia de pescaria e o povo la de cima tão só esperando por um vacilo nosso. Acordo e saio flutuando por ai, encontro varios irmãos e irmãs. Todos multilados, cheios de cicatrizes, uns ainda sangram. Nos seus olhos vejo a dor e o medo de mais um dia de pescaria. Os mais velhos se alimentaram o maximo que puderam a noite passada, e passam o dia se arrastando no fundo, para não cairem em tentação. Os mais novos e destraidos, caem de boca... E daqui só se ouve os gritos de uma boca transpassada por um gancho, mas a diversão dos de la de cima é que conta... Eles são engraçados, da pra ouvir as rizadas e agitação que fazem para puxar um de nos para cima. Nos despejam aqui ,nos alimentam precariamente para que sempre estejamos com fome, pra que quando visemos suas iscas pinduradas em anzois brilhantes, não tenhamos cabeça pra pensar em nada, e cairmos de boa em seu gancho afiado ...depois nos atiram de volta para nos pegarem outra vez. Eu nasci aqui, mas ouço historias de outros peixes, sobre aguas sem fim. Onde a peixes que poderiam engolir quatro, ou cinco dos de la de cima. Ha... seria engraçado uma vez só que seja, ver uma cena dessas. Quem me dera, mas tudo é uma questão de sorte. Eu ter nascido aqui neste pesqueiro, e não na agua sem fim... Onde eu poderia engolir os de la de cima aos montes, para depois guspir seus esqueletos e atira-los devolta a terra, como eles fazem com a gente ....bem... mas é so mais um dia de pesca........
Aproveitem!!!

sexta-feira, 7 de março de 2008

Meus amigos, uma lata de lixo...e as merdas que eles me falam.

Estava cansado de ouvir as merdas que os outros me falam, e pensava nisso. Pensava também no que Reinaldo Braga disse, quando falou que a maioria das coisas que ouvia não lhe interesava.
Pois bem... Assim como Reinaldo Braga, eu não pergunto nada, as pessoas simplesmente vão me dizendo...o que posso dizer?
Oh oh oh...Pode parar, você já ta falando merda!
Já pensou?
Não...não eu ficaria insuportavel.
Foi então que tive a idéia de comprar uma lata de lixo, pra jogar fora todas as merdas que as pessoas me falam.
Fui até a loja e falei pro vendedor.

- Quero uma lata de lixo.

- Mas pra que, pra cozinha? Pro banheiro? Pro escritório?

-Não, não, quero uma lata de lixo pra jogar fora as merdas que os outros me dizem.

- Que? O Sr. tá ficando loco?

- Oh...oh... Pode parar! Se já tá falando merda!

O vendedor fez uma cara de ofendido, mas me levou até as latas

- Veja essa aqui senhor...Essa de 5 litros !

- Não, muito pequena...teria que esvazia-la toda hora.

- E essa, de 10 litros?

- Veja meu amigo, conheço muita gente... preciso de uma lata bem grande.

Foi quando ele me mostrou uma lata por qual me apaixonei, era uma enorme de 50 litros, aquelas que ficam nos patios, sabe?

- Quanto é essa?

- 38 reais senhor.

Puta que pariu ! ! !
Tava fora do meu orsamento, não podia gastar tanto dinheiro assim com uma lata de lixo, afinal, era pra jogar merda fora. Não podia, e não tinha 38 reais pra gastar em uma lata de lixo. E além disso não podia pegar uma lata assim...tão sem graça, assim tão feia.
Bem porque...a maioria das merdas que escuto, são dos meus amigos, e como eles se sentiriam se eu pega-se todas as coisas que eles me falam, e as joga-se numa lata de lixo !
Eu teria ao menos que personalisa-la, entendem? Para que eles não se sintão assim tão ofendidos.
Então peguei a de 10 litros, a encapei e colei um monte de adesivos legais, só peso a meus amigos agora, que manerem nas merdas que me dizem. Porque minha lata de lixo, é muito pequena.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

O grande organismo.


Meu nome é da Silva...
Sou uma célula com estrutura e função bem definida, faço parte de um grande organismo. Minha mãe, genitora de muitos outros da Silva, me explicou que minha função era fortalecer esse “grande organismo" sendo base de uma pirâmide celular. Quando questionei minha posição na pirâmide, minha mãe me disse que isso já era determinado pelo "grande organismo".
Mais era um trabalho exaustante, eu me juntava aos outros da Silva bem cedo, na base da pirâmide, as células subjacentes chegavam bem mais tarde. Quando oferecíamos nossas mãos para subirem, eles preferiam subir pisando em nossas caras, e tinham todo o tempo do mundo pra comer e ir ao banheiro, eu, e os outros da Silva, tínhamos 15 minutos pra ir ao banheiro por dia, e a comida era nos servida ali mesmo na pirâmide. Alguns falavam que esse era nosso destino, já definido pelo “Grande Organismo" e que não podíamos fazer nada sobre isso. Mas nem todos pensavam assim, muitos davam umas saidinhas de vez em quando, e deixavam o peso da pirâmide nas costas dos outros. Depois votavam com suas caras risonhas, e tinham que enfrentar os olhares pesados dos outros.Mas isso era logo esquecido.
Eu também comecei a fazer minhas saidinhas, mas voltava antes que descem por demais a minha falta. Numa dessas saidinhas encontrei um bando de células que se chamavam, células cancerígenas ou, células neoplasicas. Eles estavam sempre de bobeira, e nunca tinham trabalho a fazer, bem até tinham, seu trabalho era destruir o organismo. Eles não acreditavam no "Grande Organismo", e achavam as outras células muito idiotas, e nunca as sustentariam. Por isso eram perseguidas por células protetoras do organismo chamado, Natural Killers. Andei boa parte do tempo com aquelas células, e quando voltava pra pirâmide tinha a mesma visão delas. Um belo dia fui, e não voltei mais, debandei. Em pouco tempo eu também fugia das células protetoras e obstruía vasos por ai. Mas com o tempo percebi que não queria destruir o organismo, pois isso seria a minha destruição. Hoje não tenho função definida, mas não sou nenhuma célula cancerígena. Faço o melhor que posso, sempre pensando no melhor pra essa célula aqui, se é que você me entende.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Mentiras fortalecem
e verdades fragilizam